segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Na volta de Ronaldinho, artilheiro de 2011 marca e Seleção bate Gana



Leandro Damião abriu o placar para o Brasil e comemorou com o tradicional bigode. Foto: Mowa Press/Terra Leandro Damião brilhou ao anotar o único gol da vitória da Seleção Brasileiro
Foto: Mowa Press/Terra

Fábio de Mello Castanho
Direto de Londres (Inglaterra)

A Seleção Brasileira reencontrou a vitória nesta segunda-feira em um jogo em que, se não foi brilhante, mostrou disposição, garra e aplicação. Derrotou Gana pelo placar de 1 a 0, no Estádio Craven Cottage, em Londres, em um amistoso marcado pela violência rival e muita disputa. O simples retorno fez de Ronaldinho o personagem da partida, mas quem brilhou foi o artilheiro da temporada de 2011: Leandro Damião. O centroavante do Internacional decidiu o jogo e, agora, soma 36 gols no ano de 2011.

O jogo, acima de tudo, dá a Mano Menezes um alívio na pressão que sofreu depois da eliminação na Copa América e na derrota por 3 a 2 diante da Alemanha. Agora, o treinador se concentra na reedição da Copa Rocca, contra a Argentina, em jogos de ida e volta em setembro com atletas que atuam no futebol nacional. Até o final do ano estão agendados amistosos contra Costa Rica, México, Gabão e um adversário a definir (Inglaterra ou Suíça).

Contando com o retorno de Ronaldinho e a presença de Leandro Damião novamente como titular, o time fez um jogo equilibrada até o momento em que Opare acabou expulso. Com um a mais, o time de Mano Menezes encontrou mais espaços e conseguiu abrir o placar justamente com o centroavante do Internacional, que recebeu passe de Fernandinho e finalizou com precisão para vencer a forte, e muitas vezes desleal, marcação de Gana. 

Com a vantagem no marcador e no número de jogadores, a Seleção ainda pressionou durante a segunda etapa, mas diante de um adversário surpreendentemente fechado falhou na aproximação da área. Sem receber ameaças no campo defensivo, o time comandado por Mano Menezes apenas segurou o marcador. A principal chance ocorreu aos 39min, quando Ronaldinho deu um cruzamento para Alexandre Pato tocar com estilo para defesa do goleiro adversário. 

Jogo ferve com cartões, pressão e polêmicas
Um primeiro tempo intenso, com faltas, cartões e polêmicas. O jogo era amistoso, mas foi disputado como se fosse uma partida decisiva, em que o futuro das duas seleções estivesse em campo. Foram incontáveis pontapés, seis cartões amarelos, e um vermelho para Daniel Opare, autor de cinco das 14 faltas de Gana, a última delas em uma entrada em Lúcio.
Com um a mais desde os 32min, o Brasil aproveitou e abriu o placar já no final, aos 44min, quando Fernandinho deixou Leandro Damião na cara do gol. Como um legítimo camisa nove, o colorado finalizou forte, cruzado. Antes, Damião já havia balançado as redes por cobertura, mas o árbitro apontou impedimento. 

Até sair o gol, o Brasil apresentava um rendimento irregular, principalmente na primeira metade, quando Gana teve chances e chegou a colocar pressão no embalo da barulhenta torcida que dividiu o Estádio Craven Cottage com os brasileiros. Lúcio, por ter sofrido a falta que originou a expulsão de Opare, foi ostensivamente vaiado cada vez que tocava na bola. 

O Brasil perdeu Paulo Henrique Ganso, com dores musculares, logo aos 9min do primeiro tempo. Seu substituto Elias mal entrou e levou um cartão amarelo, inaugurando a série de advertências impostas pelo árbitro Mike Dean. Fernandinho, o melhor em campo ao lado de Damião, recebeu o outro amarelo brasileiro na 1ª etapa. 

De volta à Seleção Brasileira, Ronaldinho deu passes, se movimentou, mas assustou mesmo só em cobranças de falta. Neymar cresceu de produção na segunda metade do período, quando o Brasil conseguiu trocar mais passes e esfriar o alto ritmo imposto por Gana. Depois de um começo inseguro, principalmente pela direita, a defesa brasileira também dominou os ganenses e a vitória parcial foi justa. 

Gana abdica do ataque, e Brasil controla resultado até o final
A desvantagem numérica de Gana permitiu a Mano Menezes ousar no retorno dos vestiários. O treinador da Seleção Brasileira sacou o meio-campista Fernandinho, autor da assistência para o gol de Leandro Damião, e colocou em campo o atacante Hulk. Com o jogador do Porto em campo, o time pentacampeão mundial foi para cima com Ronaldinho, Neymar e Damião. 

Logo aos 4min, Hulk recebeu com liberdade pela direita e cruzou na medida para Leandro Damião. Entretanto, o centroavante do Internacional não acreditou na falha do zagueiro adversário e furou no momento da finalização. O momento acabou sendo o único contundente da Seleção durante a segunda etapa no amistoso desta segunda-feira. 

Com o adversário abdicando do ataque, sequer buscando contra-golpes para surpreender a defesa brasileira, o time de Mano Menezes controlou a posse de bola no campo ofensivo durante a maior parte da etapa complementar, mas não conseguiu superar a barreira criada pelos africanos. Gana, por outro lado, se refugiou na defesa e apenas observou os sul-americanos trocarem passes sem perigo. 

A principal oportunidade do Brasil acabou criada aos 39min do segundo tempo. Com liberdade, Ronaldinho dominou pelo lado esquerdo e cruzou a bola na cabeça de Alexandre Pato. O atacante do Milan tocou com estilo de cabeça e obrigou o goleiro adversário a protagonizar uma linda defesa, impedindo o time sul-americano de ampliar o marcador no amistoso disputado nesta segunda-feira. 

Ficha técnica
BRASIL 1 x 0 GANA
Gols
BRASIL: Leandro Damião, aos 44min do primeiro tempo

BRASIL: Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e Marcelo; Lucas Leiva, Fernandinho (Hulk) e Paulo Henrique Ganso (Elias); Ronaldinho, Neymar e Leandro Damião (Alexandre Pato). 

Treinador: Mano Menezes.

GANA: Kwarasey; Pantsil, Opare, Vorsah e Mensah; Badu (Adomah), Inkoom (Tagoe), Boateng (Lee Addy) e Ayew (Adiyiah); Muntari (Rabiu Mohammed) e Asamoah (Annan).
Treinador: Goran Stevanovic. 


Cartões amarelos
BRASIL: Fernandinho e Elias
GANA: Inkoom, Boateng, Opare, Mensah e Addy 


Cartões vermelhos
GANA: Opare 


Árbitro
Mike Dean (Inglaterra)

Local
Estádio Craven Cottage, em Londres (Inglaterra)

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