terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

PT quer aprovações rápidas da Lei da Copa e da previdência do servidor, diz novo líder

Jilmar Tatto
Jilmar Tatto: defesa do governo Dilma e eleições municipais são prioridades do partido.
Novo líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, o deputado Jilmar Tatto (SP) afirmou que a bancada buscará aprovações rápidas do projeto da Lei Geral da Copa (PL2330/11) e da proposta que cria o fundo de previdência complementar do servidor público (Funpresp – PL 1992/07).
Tatto também ressaltou que a defesa do governo da presidente Dilma Rousseff será a maior prioridade do partido neste ano, e que as eleições municipais também estão no foco.
Quanto ao projeto de reforma do Código Florestal (PL 1876/99), ele disse que o entendimento para votação na Câmara dasemendas do Senado está em construção. Já sobre a fixação de um piso salarial de policiais militares e bombeiros nos estados (PECs 300/08 e 446/09), o deputado afirmou que isso não resolverá os problemas da segurança pública, que devem ser discutidos como um todo.
Escolhido para a liderança do PT nesta terça-feira, Jilmar Tatto ocupará o cargo ao longo de 2012, no lugar de Paulo Teixeira (SP), que foi o líder no ano passado. Natural de Corbélia (PR), Tatto, 46 anos, iniciou sua atuação política nas Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica em Santo Amaro (SP). Filiado ao PT desde 1981, foi deputado estadual e presidente do PT paulista, e, entre 2001 e 2004, secretário de Abastecimento, das Subprefeituras, dos Transportes e por fim de Governo na gestão da prefeita Marta Suplicy (PT), quando comandou a implantação do bilhete único no sistema integrado de transporte da capital paulista.
Graduado em História, tem experiência em administração pública voltada para o social e está em seu segundo mandato consecutivo na Câmara. Em 2011, foi 3º vice-presidente nacional do PT e vice-líder do partido na Câmara. Já presidiu a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Casa, e no ano passado apareceu entre os deputados considerados em ascensão na lista dos “cabeças” do Congresso elaborada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).
Agência Câmara – Quais as prioridades do seu partido?
Jilmar Tatto – Em primeiro lugar, a defesa do governo Dilma e da política em curso para o desenvolvimento do País, que tem quatro pilares: crescimento econômico, combate à pobreza, investimento pesado na educação e controle da inflação. E, no âmbito interno do PT, vamos aprofundar a questão das prefeituras, das eleições municipais, porque a agenda política deste ano é eleitoral.
Agência Câmara – Qual a posição do partido em relação a temas polêmicos que estão na agenda deste semestre, como a Lei Geral da Copa?
Jilmar Tatto – Precisamos aprová-la o mais rápido possível, para assegurar o andamento das obras e a estabilidade nas relações com a Fifa.
Agência Câmara – E quanto ao projeto que cria o fundo de previdência complementar do servidor público?
Jilmar Tatto – Também tem que ser negociado para votar o mais rápido possível. É um mecanismo importante para quem ingressa na carreira do serviço público, precisa ter regras claras.
Agência Câmara – E em relação ao Código Florestal?
Jilmar Tatto – É um tema delicado, que vem exigindo gestões com o governo, com a base aliada. O Senado já votou, nós estamos construindo o entendimento para votar. Quem ganha com a aprovação é o País. Esta não é uma questão de curto prazo, é uma lei que vai ficar, vai consolidar o desenvolvimento sustentável. Este é o objetivo.
Agência Câmara – Alguma definição sobre a reforma política?
Jilmar Tatto – Ainda não há consenso, nem para por em pauta. O PT tem que fazer esse debate internamente, não pode apenas ir atrás do pensamento de outras bancadas.
Agência Câmara – Por fim, qual é a posição do PT em relação à PEC 300/08, que fixa o piso salarial de policiais militares e bombeiros nos estados?
Jilmar Tatto – Queremos discutir a questão da segurança pública em seu conjunto. A PEC 300 não é panaceia para resolver por si só os problemas da área da segurança. Precisamos debater a corrupção nas corporações policiais, o combate ao narcotráfico, a compra de equipamentos, e também os recursos para as polícias. É um tema complexo, delicado. O PT vai enfrentar o debate, tendo como horizonte mais segurança para toda a população do País.
Reportagem – Luiz Claudio Pinheiro
Edição – Marcos Rossi

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