segunda-feira, 19 de março de 2012

COLUNA PERISCÓPIO - JORNALISTA CÉSAR FILHO NO JORNAL CORREIO DO SERIDÓ

O AMOR VENCE O RACISMO
Mais precisamente em meados dos anos 60, um caso de amor envolvendo um jogador de futebol, o  ponta-esquerda brasileiro Germano e uma jovem da burguesia italiana chamada Giovana Agusta, despertou a atenção da imprensa mundial pela menção de preconceito racial. “Condessa perde tudo, mas fica com o amor de Germano” ou “O neguinho gostou da filha da madame...”  dizia outra a manchete numa referência a um samba de Noite Ilustrada muito conhecido.


Germano destacou-se no Flamengo, no início dos anos 1960. Vestiu a camisa da Seleção 11 vezes e foi vendido ao Milan. Mas, se perdeu na chance de ser bi, no Chile, em 1962, protagonizou um apimentado affair.


Germano conheceu Giovana em uma festa, em Milão. O brasileiro era negro e a cor da pele foi a alegação dos familiares da moça para tentar separá-los quando perceberam que o namoro era mesmo sério.
 

A pressão dos familiares da garota alimentou mais ainda a paixão e os encontros passaram a ser às escondidas. Até que houve o flagra e a ameaça de repressão violenta. Mas nada adiantou.
 

A família Agusta então fez o Milan emprestar Germano ao Palmeiras, por um ano, durante o qual os pombinhos viveram intenso amor à distância. De volta à Itália, o namoro ao vivo foi reatado, mas nova intervenção da família fez Germano ser repassado ao Standart de Liège, da 

Bélgica.   
Ao completar 21 anos, a jovem milionária decidiu casar-se na marra. Mas sua família conseguiu impedir a cerimônia, alegando insanidade da noiva, que depois fugiu de casa e passou a viver com o jogador.


Mas a “sinhá” não se libertou dos costumes burgueses e o dia a dia de ambos gerou uma crise de relacionamento que acabou em separação litigiosa dois anos depois. Germano retornou ao Brasil. Aposentou-se e foi morar na cidade de Conselheiro Pena (MG), cidade onde nasceu e veio a falecer aos 56 anos.
 
FRASE NUM PARA-CHOQUE DE  CAMINHÃO

“Dinheiro não traz felicidade. O dinheiro só compra felicidade; quem traz é o Sedex”
“A minha vida é um livro aberto. Na página errada”

OS PRÓS E OS CONTRA
Queda de braço com o Legislativo pode até render pontos favoráveis nas pesquisas de opinião pública, mas não são construtores de harmonia necessária ao bom andamento dos trabalhos do Executivo. Isso se reflete nos três níveis Federal, Estadual ou Municipal. Mesmo em se tratando de um parlamento subalterno, não se pode perder de vista o potencial de oportunidades existentes de se produzir danos ao Executivo. Muito mais que o inverso. O problema não está nas pessoas, mas nos procedimentos, no acúmulo de insatisfações resultados de pleitos não atendidos. A realidade que se estampa aos olhos de todos, agora, no plano federal é exatamente isso. 


Dilma bateu de frente, e agora começa a levar o troco, só que, pelas costas. No plano federal a turma do “te pego na volta” não dorme no ponto e tem nas figuras de Renan, Sarney e Jucá seus principais representantes. Sarney logo sai da raia, em retirada, enquanto os outros dois, assim como dois terços do Senado, têm sete anos de mandato pela frente. Mais que o dobro dos três que restam a Dilma. Como disse o senador Gim Argello, líder do PTB à Revista VEJA:  “trair e coçar, é só começar”.

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