quarta-feira, 19 de junho de 2013

Em vitória contra o México, seleção, torcida e TV quebram tabus em Fortaleza

Com apoio incondicional da torcida e clima de Copa do Mundo dentro do estádio, a seleção brasileira venceu um rival ingrato e conseguiu tranquilidade para última partida da primeira fase da Copa das Confederações. Nesta quarta-feira, o time bateu o México por 2 a 0, no Castelão, com gols de Neymar e Jô, e chegou a seis pontos em dois jogos do torneio. No sábado, o Brasil enfrenta a Itália, em Salvador.

Num jogo que ficou marcado mais uma vez por manifestações fora do estádio contra os gastos na Copa do Mundo, o time de Luiz Felipe Scolari ouviu apoio a todo momento no Castelão. 

O protesto, o tumulto e a revolta ficaram fora da arena. Ou ao menos parte deles. Nas arquibancadas, torcedores levaram cartazes apoiando a seleção e as manifestações que acontecem no Brasil desde a última semana.
Após a Fifa (Federação Internacional de Futebol) afirmar que cartazes de protesto não seriam exibidos em imagens da transmissão, a TV Globo, parceira da dona da Copa, usou câmeras exclusivas e registrou torcedores com o protesto na sua transmissão.

Empolgada pelo apoio da torcida, que cantou o hino inteiro de pé e vibrou com a entrada dos jogadores em campo, a seleção brasileira teve um início arrasador no Castelão. Atacando pelos lados do campo, com Marcelo na esquerda e Daniel Alves avançando pela direita, o Brasil chegava com força na área do México.

Em campo, os jogadores pediam apoio à torcida. Neymar, Hulk e Marcelo por várias vezes agitavam os braços pedindo para o público levantar. A resposta era imediata.

O ápice da empolgação aconteceu aos 9 minutos, quando Neymar marcou o gol do Brasil. Após jogada de Daniel Alves pela direita, o mexicano Rodríguez cortou de cabeça e a bola sobrou para o camisa 10. Assim como fez na estreia, contra o Japão, ele chutou de primeira e abriu o placar.

Só após sofrer o gol que os mexicanos conseguiram trocar passes no campo de defesa do Brasil. Mais recuado que nos 10 minutos iniciais, o time de Luiz Felipe Scolari apertou a marcação e passou a jogar no erro do rival. Quando roubava bola, levava perigo em contra-ataques rápidos.

O México, porém, tinha mais posse de bola e assustava os brasileiros. Aos 15 minutos, a equipe teve o primeira chance de gol. Mier chutou para o gol, após Marcelo perder a bola depois de tentar dar um chapéu dentro da área do Brasil. Para a sorte da seleção, a bola passou rente a trave e saiu. Ainda no primeiro tempo, o México teve mais três chances de gol, mas não conseguiu igualar o placar.

As duas equipes voltaram sem alterações após o intervalo. Mesmo sem mexer no time, Felipão viu uma equipe mais ousada no segundo tempo. Aos 16, o técnico fez a primeira mudança. Apático no jogo, Oscar foi substituído por Hernanes. Com o meio-campo mais marcador, o Brasil tentava barrar as investidas dos mexicanos, que ainda tinham mais posse de bola.

A seleção brasileira, porém, era mais perigosa e quase ampliou o placar em pelo menos três oportunidades nos vinte primeiros minutos após o intervalo. Numa delas, aos 10 minutos, Neymar ganhou na velocidade de Salcido, invadiu a área e bateu cruzado. A bola passou rente à trave.
A vitória começou e terminou com obra de Neymar. Já nos acréscimos da partida, o atacante driblou Rodríguez, invadiu a área e tocou para Jô ampliar o placar.

Paulo Passos
Do UOL, em Fortaleza

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