Mídia estatal do Irã confirma a morte do líder supremo Ali Khamenei


A mídia estatal iraniana confirmou, na noite deste sábado (28) a morte do líder supremo Ali Khamenei após os ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Ainda segundo a mídia local, foram anunciados 40 dias de luto nacional no país.

Segundo o relato, o aiatolá estava “cumprindo suas funções em seu escritório”, quando a ação militar ocorreu nas primeiras horas na madrugada do sábado, no horário local, classificada como um “ataque covarde”.

“Perdemos um grande líder e estamos de luto por ele, um líder que era único em termos de pureza de espírito, força de fé, engenhosidade nos assuntos, coragem diante dos arrogantes e jihad no caminho de Deus”, disse um comunicado da Guarda Revolucionária do Irã.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já tinha confirmado a morte.

Trump classificou Khamenei como “uma das pessoas mais malignas da História” e afirmou que sua eliminação representa “justiça” não apenas para os iranianos, mas para americanos e cidadãos de todo o mundo.

Trump também destacou a superioridade tecnológica da operação, afirmando que Khamenei e os outros líderes eliminados foram incapazes de evitar os “Sistemas de Rastreamento Altamente Sofisticados” da inteligência americana. “Trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes mortos com ele, pudessem fazer”, declarou.

Saiba quem foi o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã

Com a morte de Ali Khamenei, o Irã perdeu o chefe de Estado mais longevo do Oriente Médio e a figura que concentrou, por décadas, a autoridade máxima política, religiosa e militar da República Islâmica.

Nascido em 1939 na cidade de Mashhad, no nordeste iraniano, Khamenei seguiu formação religiosa sob forte influência do aiatolá Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica, e teve papel central na Revolução de 1979, que derrubou o xá Reza Pahlavi.

Ele assumiu a presidência do Irã em 1981, em meio à consolidação do novo regime, e permaneceu no cargo até 1989, período em que ajudou a estruturar o domínio clerical sobre o Estado.

Também em 1981, Khamenei sobreviveu a um atentado a bomba que deixou seu braço direito paralisado, episódio frequentemente citado por aliados como símbolo de sua trajetória política.

Com a morte de Khomeini, em 1989, a Assembleia dos Peritos escolheu Khamenei como novo líder supremo, apesar de ele não possuir, à época, o grau religioso originalmente exigido pela Constituição, que foi posteriormente revisada.

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