A Espanha está no mata-mata e o Uruguai está eliminado da Copa do Mundo. Num jogo com nervos à flor da pele para a Celeste Olímpica, Baena marcou o gol da vitória da Fúria por 1 a 0, numa falha bizarra de Muslera. Resultado que deixou os espanhóis na liderança e a Espanha na liderança do Grupo H e os uruguaios, em terceiro e fora do mata-mata de Mundiais pela quinta vez em sua história.
Numa das mais caóticas campanhas de Copa do Mundo da história da seleção uruguaia, a Celeste Olímpica chegou ao jogo decisivo precisando pontuar contra a poderosa Espanha, com clima bélico pairando entre jogadores e o técnico Marcelo Bielsa. Comandante argentino que exalou, durante o Mundial, uma versão ainda mais ranzinza do que a de costume.
Ainda assim, a equipe iniciou bem a partida. Organizou-se defensivamente de forma a evitar as infiltrações da Fúria pelo meio e roubava a bola com boa frequência. Mas se atrapalhava para construir e para finalizar. Darwin Núñez e Canobbbio faziam partida especialmente ruim no setor ofensivo. A melhor chance foi de Bentacur, em chute de fora da área, por cima do gol de Unai Simón.
A Espanha, em melhor situação, ainda que não garantida matematicamente, parecia jogar com o freio de mão puxado. Mas nem precisou de um grande esforço para abrir o placar. Duas saídas ruins dos goleiros, Simón e Muslera, já davam prenúncios de onde a sangria poderia acontecer. E foi na baliza uruguaia.
Muslera, de 40 anos, vinha de partida desastrosa no empate em 2 a 2 com Cabo Verde, e voltou a falhar, já no fim do primeiro tempo. Em jogada que começa com Yamal caindo, Llorente levou para o corredor direito e cruzou rasteiro. Baena se antecipou à defesa uruguaia e bateu fraco, mas o goleiro uruguaio acabou rebatendo para dentro do gol.
A quinta Copa do Mundo do veterano goleiro terminou de forma melancólica. Iniciou o intervalo substituído por Rochet e viu, do banco, o Uruguai ser eliminado. Para piorar, Ugarte ainda saiu lesionado
Com o placar favorável, a Espanha cozinhou o jogo na segunda etapa, brincando com o perigo. Mas um cansado Uruguai já não conseguia contragolpear com a mesma qualidade. Olivera e De La Cruz até testaram Unai Simón, mas o retrato era de uma equipe que circulava a bola sem saber o que fazer com ela.
A Espanha ainda perdeu gol incrível com Ferran Torres. O jogador do Barcelona saiu de frente para Rochet, mas carimbou o travessão. Os uruguaios, porém, desperdiçaram a posse de bola ofensiva mais perigosa em calcanhar irresponsável de Darwin, seguido de pedidos de pênalti, ignorados pela arbitragem. Canobbio ainda foi expulso no fim, após entrada violenta em Cubarsí. Foi o fim da história de uma seleção apelidada com a cor do céu, mas que viveu um inferno astral, na Copa do Mundo de 2026.

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